Torvus - Gangrel

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Torvus - Gangrel

Mensagem  Cleriston em Sab Ago 01, 2009 4:28 am

O ABRAÇO: Torvus nasceu em uma pequena tribo bárbara no norte da Germânia. Último filho de um grande chefe guerreiro, Torvus mal passava de um escravo quando criança, servindo a seus irmãos mais velhos como pastor, ajudante ou mesmo objeto de treino das habilidade marciais destes. Sua sorte era que desde pequeno era grande para seu tamanho, parecendo um jovem adulto com a idade de 12 anos e já tendo a estatura de um guerreiro germânico aos 14. Infelizmente, seu pai não permitia que Torvus aprendesse a arte das armas, o que fez o jovem e viril garoto se virar para uma violência mais natural, desenvolvendo habilidades de caça e de briga com as próprias mãos.

Um certo dia, antes de atingir a completa maturidade, sua tribo foi atacada por hordas de Hunos que invadiam a Europa Oriental nessa Época. Seus irmãos e seus pais lutaram, para dar tempo para as crianças e as mulheres fugirem, mas a derrota era inevitável. Na hora de necessidade, toda a tribo voltou-se para o gigante que agora era Torvus, mas ele, ressentido do papel de pária que tinha, foi o primeiro a se render ao líder Huno. Com essa ação, toda a sua família foi massacrada, diante de seus olhos. Torvus foi feito prisioneiro, apanhando e sendo humilhado pelos assassinos de seus irmãos e pai.

A noite, o líder Huno finalmente se mostrou. Era uma visão assustadora. Era alto, não tanto quanto Torvus, mas exibia uma aura de ferocidade que deixou o gigante se sentindo, pela primeira vez em sua vida, pequeno. O Líder disse se chamar Karsh, e falou que a atitude de covardia de Torvus seria cobrada com seu Sangue. Torvus, porém, grunhiu que a sua atitude não havido sido de covardia, mas sim de simples ódio àqueles que o oprimiam. Karsh então falou que ele teria a chance de provar a sua força, se sobrevivesse a uma batalha desarmado, Torvus teria sua vida poupada.

Karsh então tirou seu manto, revelando um dorso todo coberto de cicatrizes. Torvus ainda estava assustado pela presença que o líder dos hunos emanava, mas confiante em seu tamanho, partiu para cima de Karsh com todas as suas forças.

Não houve luta, e sim um massacre. O primeiro golpe de Torvus, que provavelmente derrubaria um javali, não fez Karsh nem piscar. Pelo contrário, Torvus sentiu que muito provavelmente havia quebrado sua mão no rosto do huno. Movendo-se com uma velocidade impressionante, Karsh desferiu diversos socos no abdômem de Torvus, que desmoronou em cima de si mesmo, cuspindo sangue. Karsh então levantou o gigante com apenas uma mão, e jogou-o por quase 10 mestros de distância em direção a seus guerreiros.

Um deles, um jovem de feições orientais franzinas, se aproximou de Torvus e dominiou-o com uma só mão. Antes de desmaiar, Torvus viu olhos ferinos e brilhantes, e presas enormes emergindo do jovem guerreiro. Foi a sua última visão em vida.

AS PRIMEIRAS NOITES: O grupo de vampiros que acompanhava a horda Huna era na verdade bem pequeno. Karsh e duas ou três crias, uma pequena matilha de gangrels que se infiltrara em algum lugar perto dos cárpatos. Mas a intensão desses vampiros não era tornar Torvus um dos seus. Durante suas primeiras noites, eles deram ratos e outros pequenos animais para Torvus se alimentar, deixando-o na iminência do frenesi, para assim libertá-lo e persegui-lo, num doentio jogo de caça. Se Torvus se aproximasse de algum povoado, ou mesmo de algum animal maior, como um Alce, seus perseguidores apareceriam com garras ameaçadoras e sorrisos diabólicos, para impedi-lo de se nutrir propriamente.

Torvus não sabia por quantas noites isso se repetia, poderia ter sido semanas, poderia ter sido dias. Eventualmente, Torvus percebeu que Karsh não mais acompanhava suas crias, e decidiu que essa era a hora de sua vingança.

Uma noite, antes de seus algozes chegarem com o parco alimento que lhe dariam essa noite, Torvus fugiu pela floresta em direção a um agrupamento de caçadores que vira alguns dias antes. Não havia sinal de humanos, mas um grande cavalo de guerra serviu de alimento para o sedento neófito. Torvus então fugiu por onde veio, na esperança de surpreender seus caçadores, que com certeza já estavam na sua trilha.

O estratagema deu certo. Do alto de um morro que subira para ver o acampamento de caçadores, torvus viu aquele que o havia abraçado e outro, farejando o ar e examinando o chão. Com um rugido cego de raiva, Torvus lançou-se contra eles e tudo se tornou de um vermelho borrado. Quando recuperou a consciência estava sangrando, mas com uma cabeça em cada mão, que rapidamente se desfaziam em poeira. Estava a kilômetros de onde atacara seus algozes, e o Sol já estava para nascer. Não importava, estava livre, e se esconder na floresta em alguma toca de urso ou lobo era fácil. Estava Livre.

A NÃO-VIDA: Após se livrar de seus captores, Torvus não sabia bem o que fazer. Apesar de nunca terem lhe dito nada, ele sabia que não era mais o mesmo de antes. Aprendera a enxergar no escuro, a andar sem deixar rastros, sentia-se como se a floresta tivesse sido sua casa por décadas. Mesmo assim, eventualmente, Torvus pensou em voltar à companhia de humanos. Ele sabia que o sangue de animais não o nutria o suficiente, e logo ele pensou em sua antiga tribo germânica. Atravessou assim, léguas e léguas, em busca de seus antigos companheiros, mas nada achou. Para onde quer que tivessem ido, os rastros já deveriam estar apagados.

Torvus vagou por anos e anos pelas terras bárbaras, até que eventualmente chegou aos limites do império romano. Devido as invasões hunas nos anos anteriores, os bárbaros haviam se deslocado cada vez mais em direção ao império, firmando pactos de cooperação mútua (isso aconteceu de verdade, estudem história ) com o imperador. Lá, Torvus se sentiu pela primeira vez em muitos anos em casa, agindo como um ermitão da floresta, ajudando os caçadores perdidos ou feridos, recuperando animais foragidos, etc. Eventualmente ele se alimentava dos aldeões dos povoados, mas geralmente não os matava e como estava sempre se movimentando nunca atraiu nada a não ser a gratidão dos habitantes, que falavam em um benevolente espírito da floresta.

Foi nessa ocasião que Torvus conheceu Wynn. Em uma noite de lua cheia, vagando pela floresta, Torvus viu algo que não pertencia ao lugar. No meio de uma clareira um respeitável guerreiro nórdico, com uma imensa espada e armadura completa, estava sentado, em uma enorme rocha. O guerreiro pulou da rocha com um salto e se aproximou de Torvus. Ele disse se chamar Wynn, e que, como ele, era um Vampiro Gangrel. Disse ainda que reunia um grupo de guerreiros poderosos para uma excursão à Roma, pois o Imperador em pessoa os havia convidado para firmar mais pactos de cooperação.

Wynn ainda disse que em Roma havia ainda outros vampiros, e que eles que realmente estavam no control do Império. Disse que ele e algumas de suas crias estavam indo para Roma pois os vampiros da cidade eram traiçoeiros. Wynn achava que eles não tentariam nada contra outros membros, ainda mais se eles fossem numerosos e poderosos como Torvus era. Wynn disse que contaria muitos segredos das artes dos Gangreis, disse que ensinaria a Torvus os caminhos da besta interior e muitas outras coisas.

Cansado da vida pastoril que levava, Torvus aceitou. Como em sua juventude, Torvus ansiava pela companhia de guerreiros e por chances de se provar em combate.

Por meses Wynn ajudou Torvus a desenvolver suas habilidades. Ensinou-o a ter a força da terra e a resistência da rocha. Ensinou-o a utilizar o animal dentro de si para dar-lhe armas. Torvus era hoje em dia a perfeita junção entre homem e animal, podia uivar para a lua nas florestas ou marchar como um guerreiro nórdico. Podia cortar um javali ao meio com um único golpe de machado, ou colher plantas e ervas delicadas na floresta para ajudar seus companheiros humanos. Quando finalmente chegou em Roma era o segundo em comando do grupo.

Porém, as suspeitas de Wynn se mostraram mais graves do que ele imaginara. Ao chegar em Roma o grupo foi prontamente emboscado pelo exército. Aparentemente o Imperador queria mandar uma mensagem às tribos bárbaras, que estavam ficando muito fortes. Liderados por um ventrue, a tropa emboscou o grupo de Wynn matando a todos, menos Torvus e o próprio Wynn, que fugiram para as colinas em volta de roma. Wynn estava quase em torpor, usando suas últimas forças para enterrar-se na terra antes do sol nascer. Torvus escondeu-se em uma caverna próxima, que tomou com refúgio por algum tempo.

Com o tempo, Torvus começou a sair a noite em busca de alimento, descobrindo outros lugares que poderia usar de refúgio, locais propícios para emboscadas, etc. Estava determinado a se vingar de seus inimigos, mas já era sábio o suficiente para saber que, se ele dominava as leis das áreas selvagens, certamente mal sabia andar nas cidades. Com o tempo iria aprender a caminhar nela também, e aí poderá se vingar.

Por Paulo.
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