Helena - Toreador

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Helena - Toreador

Mensagem  Cleriston em Sab Ago 01, 2009 4:32 am

No século 13 antes de Cristo, Helena era uma das mulheres mais belas de sua época. Para a filha favorita do rei da cidade costeira de Argos, mimada por seu pai e amada por seu povo, a vida era perfeita. Então Minos veio para uma visita. Minos era um ancião terrivelmente feio, e imediatamente apaixonou-se por Helena. Esta o desprezava e à sua vida noturna. Ela disse a seu pai que ela o queria expulso da cidade, e observou os olhos de seu pai encherem-se de lágrimas enquanto este contava que ela se casaria com o ancião. Horrorizada, Helena fugiu do palácio em segredo, levando somente uma única serviçal.

As duas viajaram para o sul pelas margens do Mar Egeu. Depois de algumas horas, elas entraram em colapso pela exaustão e dormiram em uma caverna. Quando Helena acordou, era de manhã, e uma figura prostrava-se diante dela: Príncipe Prias, o homem mais belo que ela já vira.

Ele a convenceu com facilidade a fugir com ele para sua cidade na Ásia menor, onde eles estariam a salvo de Minos.

Por dez anos Helena viveu inúmeras felicidades ao lado da família de Prias, uma das Casas mais nobres naquela parte do mundo. Finalmente, porém, Minos a encontrou. As terríveis suspeitas de Helena de que o ancião não era humano estavam corretas. Parecia que nada podia deter o antigo vampiro enquanto ele revirava o lar ancestral de Prias em busca da princesa que escapou de suas mãos. Prias e seus irmãos lutaram bravamente, mas eram camundongos contra um elefante. O vampiro os derrotou, apossou-se de Helena e a levou de volta à Grécia.

Minos há tempos decidira transformar Helena em vampira para governar Argos ao seu lado. Entretanto, decidiu primeiro puni-la pelos problemas que ela lhe causara, e fazer isto de uma maneira que lhe agradasse. Então acorrentou-a à cama de seu pai, e alimentou-se dela a cada noite, tirando somente um pouco a mais de sangue do que seu corpo poderia repor, prolongando sua agonia por meses. Na noite em que tomou a última gota de seu sangue, deu a ela uma quantidade insignificante de seu próprio, e a trancou em uma sala com seu já velho pai. E então esperou do lado de fora pelos gritos que ele sabia que iria ouvir quando o primeiro frenesi de Helena se dissipasse e ela visse quem ela matou. Com seu espírito em pedaços, ela permitiu que ele arranjasse seu casamento com ele, e em sua conclusão ela até colocou a coroa em sua cabeça. Juntos, eles tornaram-se os governantes de Argos.

Helena veio a aceitar, até apreciar, sua nova forma, mas ela desprezava ter que dividir seu prazer com Minos. Enquanto os anos passavam ela procurou maneiras de elimina-lo, e eventualmente ela viajava a Delphi para fazer uma pergunta ao Oráculo. Ela descobriu que beber o sangue de seu Senhor traria um fim ao seu carrasco e faria dela mais poderosa, mas que ainda isto destruiria o restante de sua alma.

Apesar de confiar mais em Helena, Minos ainda a mantinha Dominada, e incapaz de executar sua vingança. Então, depois de 13 anos, Prias retornou. Com uma força de soldados ele surpreendeu os vampiros enquanto eles se preparavam para dormir durante o dia. Ele cravou sua lança de madeira profundamente no peito de Minos. Enquanto o velho vampiro estava paralisado, Helena pulou sobre sua garganta e roubou-lhe o sangue, sentido novo poder fluir através dela.

O casal reunido viveu por algum tempo em Argos, até Helena perceber que seu amante estava envelhecendo. Ela ofereceu-se para torna-lo um vampiro, mas ele recusou. Então ela o disse que se bebesse de seu sangue, ganharia imortalidade mas não seria amaldiçoado como ela. Isto ele aceitou, e viveram felizes por séculos.

Enfim deixaram Argos, e viajaram juntos pelo mundo civilizado. Eles chegaram a Cartago quando os Brujah estavam elevando-a a sua maior glória, e se apegaram a seu esplendor e a seus sonhos. Eles estavam lá quando Cartago atraiu a inimizade dos Antigos que controlavam Roma. No início, Helena e Prias lutaram por Cartago, mas logo descobriram a futilidade de sua luta. Juntos fugiram da cidade, e chegaram até Roma, onde eles deram aos Ventrue a informação necessária para destruir a cidade. Em troca, Helena recebeu Pompéia, onde ela viveu com a segurança de que ela não tinha um inimigo sequer neste mundo.

Infelizmente para Helena, uma Brujah da Quarta Geração sobreviveu ao massacre em Cartago. Melene logo descobriu sobre a traição de Helena e jurou vingar seus sonhos rechaçados e amigos massacrados. Ele a rastreou até Pompéia, onde ele invocou um espírito do fogo para destruí-la. Mas ele perdeu controle sobre o espírito, e teve que fugir da cidade enquanto fogo caia dos céus, e ele acreditou ter destruído a traidora. Helena, entretanto, conseguiu sobreviver com a ajuda de Prias. Juntos fugiram para o Egito, onde ela planejou sua vingança.

E assim foi pelos próximos 1300 anos. Existência se tornou uma longa batalha com seu rival, uma batalha que nenhum parecia capaz de vencer. Finalmente, ela e Prias desferiram um golpe quase fatal em Menele na Espanha. Somente o Sol nascente os impediu de acabar de vez com ele, mas ambos esperavam que o Sol fizesse o serviço.

Na próxima noite, porém, não havia sinal do Brujah. Por quase um século eles o procuraram, mas não acharam traço de Menele. Pelo menos uma vez, Helena estava feliz em não saber onde seu nemesis estava, porque ela tinha um novo problema com que lidar. Ela não mais nutria-se do sangue de mortais, somente a Vitae de Membros satisfazia suas necessidades. Logo isto estava limitado a vampiras mulheres, embora ela descobrisse que este sangue a nutria muito mais que qualquer sangue mortal jamais tinha.

Subitamente, o Auspício de Helena captou um traço de Menele longe através dos mares. Surpresa de que poderia realmente haver terra além do oceano, ela rapidamente manobrou o império espanhol para mandar exploradores para o oeste. Quando descobriu sobre o Novo mundo, ela (junto com Prias e várias progênies mulheres que ela criou) juntaram-se à expedição de Hernan Cortez. Uma vez no novo mundo, Helena perdeu o rastro de Menele. Rumores dos nativos sugeriam que ele tinha buscado abrigo com os Astecas. Com a ajuda de Cortez, ela destruiu esse império – e não encontrou sinal de seu inimigo.

Então ela ouviu sobre os Incas. Aliando-se desta vez a Pizarro e juntos destruíram outra civilização indígena. Realmente Menele estava lá; ele e seus incas provaram não ser páreo para a tecnologia superior espanhola e a horda de progênies de Helena. Menele escapou somente com sua vida, e fugiu para o norte.

Pelos próximos séculos Helena procurou por ele, finalmente o encontrando escondido entre os Pueblos. Ele fugiu sem ao menos travar batalha e Helena começou a farejar a vitória. Começou a rastreá-lo pelas Américas, mas tinha problemas em encontra-lo entre tantas tribos. Finalmente, em 1820, os inimigos encontraram-se nas planícies do que agora é o Kansas, e Menele foi novamente forçado a fugir. Novamente ela o encontrou, e no processo aliou-se com o exército dos Estados Unidos. A próxima batalha foi em Fort Dearborn, onde por algum tempo pareceu que Menele poderia vencer.

Aliado com o chefe índio Black Hawk, ele provou ser quase páreo para Helena e seus aliados militares. Finalmente os dois Matusaléns se engajaram em combate corpo-a-corpo, e ambos ficaram gravemente feridos. Prias levou Helena a um lugar seguro sob o forte, onde ela entrou em Torpor.

Mesmo em Torpor, Helena usou seu Auspício e sua Dominação para combater Menele. Primeiro estava confiante em sua vitória, pois ela controlava os soldados no forte. Mesmo quando os colonos começaram a povoar a área, ela estava segura no poder. Depois da Guerra Civil, ela descobriu que o poder militar na área estava decaindo e o controle civil estava crescendo. Ela voltou sua atenção para a cidade que crescia, somente para ver que Menele já havia começado seu trabalho lá, e controlava seu Príncipe.

Procurando por um peão para este novo jogo, Helena tomou suas chances com Lodin. Ela fez com que Malkavians na cidade ateassem um fogo que destruiu muitos dos peões de Menele. Com estes fora do caminho, Lodin derrotou Maxwell e expulsou-o da cidade. Com seu príncipe no poder, Helena estava pronta para procurar o corpo de Menele e destruí-lo. Porém, batalhas entre os Membros da cidade, muitas instigadas por Menele ou ela própria, atrasavam seu objetivo. Agora novamente o jogo mudou. Desde 1990, quando Helena saiu do Torpor, ela está juntando suas forças para matar Menele ela própria. Então, em 1993, os Lupinos atacaram.

Seu refúgio foi um dos primeiros alvos, e Helena estava certa de que eles estavam sob controle de Menele. Ela sobreviveu ao violento ataque, mas Prias não. Agora ela procura o refúgio de Menele ativamente; se ela o encontrar, atacará com cada recurso ao seu comando – algo a que a Máscara não irá sobreviver. Ela também começou a procurar os vampiros sob controle de Menele, e planeja beber de seu sangue logo.

Por Paulo.
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